A quinta fase da campanha: o final

Compromitto Comunicação em 25 de Setembro de 2008 @ 15:57

Ela abrange um período curto - cerca de dez dias de duração - mas pode vir a ser
decisiva para o sucesso da candidatura

Essa fase, com aproximadamente dez dias de duração, pode vir a ser
decisiva para o sucesso da candidatura. É dentro deste período de tempo que o
pico da campanha deve ser atingido.
É o momento de conquistar os eleitores ainda indecisos,
de cooptar os dos demais candidatos - a essa altura
com sua inviabilidade comprovada - pelo argumento do voto útil -
e conseguir aquele último avanço que
significa a garantia da vitória - ou uma folga extra
para dar maior dimensão à vitória.


As ações de rua proporcionam visibilidade à candidatura

Agora, a campanha de rua - comícios,
carreatas, bandeiraços etc - ganha relevo especial. É por
meio ações nas ruas que a visibilidade da candidatura
e os indícios de seu sucesso ficam patentes.
O trabalho de campo dará aos eleitores
a idéia do volume da campanha,
que chega ao final com ação, presença, alegria,
entusiasmo, barulho e a presença de pessoas, impressionando aqueles
que ainda estavam em dúvida, ao tempo em que, pela comparação,
transmite-se a idéia da fraqueza dos adversários - e da sua iminente
derrota.

A exemplo das etapas anteriores, esta também exige um planejamento prévio,
mediante o qual se
garantam recursos para as despesas exigidas,

voluntários para ocupar as ruas e materiais de campanha volantes e
fixos. Deve também ser criado um outdoor próprio para a fase
final, com uma mensagem otimista e confiante.
É óbvio que tudo isto se aplica ao candidato que consegue
chegar até aqui em condições competitivas. Se ao contrário,
o candidato alcança tal fase desprovido de chances de disputa, não
será nos últimos dez dias que ele vai conseguir o que não
conseguiu nos meses anteriores.

Corpo-a-corpo para atrair votos de última hora

Não apenas no trabalho de rua - ocupando lugares centrais da
cidade com bandeiras e distribuição de material - como não
somente nas carreatas e nos comícios, o trabalho de campo deve
empregar os voluntários na entrega de impressos porta a porta.
Sobretudo no caso de candidatos a cargos legislativos - nos
quais carreatas e comícios são menos realizáveis -, o trabalho

corpo-a-corpo do candidato e de seus familiares, cabos
eleitorais e voluntários deve ser incansável, na
tentativa de alcançar a maior abrangência possível.
Nesses casos, a melhor peça gráfica que você puder produzir
deve estar à mão para distribuição de casa em casa, por dezenas,
centenas de voluntários, principalmente na véspera e no dia
da eleição.


Há uma enorme quantidade de eleitores que decide o voto na última hora

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Não basta ter o tempo nos veículos, é preciso saber usar o tempo

Compromitto Comunicação em 17 de Setembro de 2008 @ 19:22

O Brasil abriu uma janela pública na programação normal das rádios e TVs, durante as campanhas eleitorais. Foi distribuída uma quantidade razoável de tempo destes veículos, em rede municipal, estadual ou federal, conforme a eleição, nos dois horários mais nobres da programação (almoço e jantar), entregando-os aos partidos políticos, e dividindo o tempo de cada um, conforme a sua representação na Câmara dos Deputados.
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Graças ao Horário Eleitoral Gratuito, os candidatos travaram contato com a TV, o mais moderno dos meios de comunicação

Além desses programas, a mesma quantidade de tempo é alocada a cada candidato e partido, para uso com “comerciais”, (espaços de 15, 20, 30, 60 segundos) que podem entrar em qualquer momento da programação normal do veículo.

É o Horário Eleitoral Gratuito, uma medida de enorme conteúdo democrático, que caracteriza a campanha eleitoral brasileira. Seu conteúdo democrático pode bem ser aferido, quando se avalia o custo de uma campanha televisiva ou radiofônica em rede, que a lei disponibiliza gratuitamente aos candidatos e seus partidos.

Se estes espaços de tempo tivessem que ser comprados a maioria dos candidatos não teria acesso às TVs e rádios, ficando em irreversível desvantagem, em relação aos que dispunham de recursos para comprá-los. Esta providência legal colocou ao alcance da mais simples e modesta campanha eleitoral, os mais modernos recursos de comunicação (no mínimo o rádio).

Em resumo: os candidatos travaram contato com a TV, o mais moderno dos meios de comunicação social, seus estúdios, sua magia, sua popularidade, antes de incorporarem, nas suas campanhas, as mudanças que já vinham ocorrendo, nas formas mais tradicionais de comunicação eleitoral.

Sobretudo o acesso à TV por parte de partidos pequenos e de candidatos inexperientes, ainda que por espaços de tempo muito reduzidos, significou um salto modernizante, para campanhas e candidatos, que ordinariamente não teriam acesso àquele veículo.

O uso que a maioria dos políticos faz deste veículo é ainda, predominantemente ineficiente. A concepção que domina os responsáveis pela produção é a de fazer um “programa político”, quando o correto seria fazer “um programa de TV constituído de matéria política”.

Há uma enorme diferença entre os dois tipos de programa. O “programa político” desrespeita as regras dos cânones do veículo. Ele usa a TV como um instrumento, por meio do qual poderá levar sua imagem a milhares de pessoas. Mas, atenção, concebe-a como um instrumento indiferenciado. Para eles o que a TV possui de singular é a sua capacidade de transmitir som e imagem.

Ignoram que o desenvolvimento da TV como mídia criou uma nova forma de comunicação com o espectador. Desde logo, a TV mudou a política em 4 sentidos, como afirmei em meu livro Manual Completo de Campanha Eleitoral:

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Segmentação do eleitorado

Compromitto Comunicação em 1 de Setembro de 2008 @ 09:34

Este é o mais eficiente procedimento da moderna tecnologia de campanha
A segmentação do eleitorado é o mais eficiente procedimento da moderna tecnologia de campanha. Pode ser também um dos mais caros e complexos trabalhos realizados durante a eleição. A idéia básica por trás da prática e do conceito é a mesma.
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Os eleitores que podem vir a votar no candidato são o “target” da campanha, o eleitorado alvo

O custo envolvido na conquista do voto varia dentro do eleitorado

- Eleitores que certamente votarão no candidato: o custo - tempo + recursos - de assegurar o voto destes eleitores é muito baixo e é preciso pouco esforço para mantê-los nesta determinação

- Eleitores determinados a não votar no candidato: o custo de conseguir persuadi-los a votar no candidato é muito alto, em certos casos proibitivo, dado a baixa probabilidade de sucesso

- Eleitores que podem vir a votar no candidato: na maioria dos casos o que reúne maior número de eleitores e para o qual o custo da persuasão, embora seja maior do que o do primeiro segmento, é bem menor que o do segundo

É dentro deste último segmento que se encontra o “target” da campanha, o seu eleitorado alvo, aquele que pode eleger o candidato nos casos (grande maioria) em que o primeiro segmento (eleitores já decididos a votar nele) não tiver suficiente expressão quantitativa para assegurar a vitória.

Esta grande divisão do eleitorado é comumente feita - ainda que de maneira mais ou menos intuitiva - pela maioria das campanhas. Na realidade, ela é apenas uma divisão genérica do eleitorado, está longe de uma segmentação.

O eleitorado deve ser encarado como se dispondo numa linha contínua, que vai do extremo da adesão incondicional ao da rejeição absoluta, passando por um ponto intermediário no qual são idênticas as probabilidades de votar ou não votar no candidato. Em torno deste ponto intermediário, encontram-se os eleitores indecisos, os indefinidos, e os que, embora pensem naquele momento votar em outro, admitem vir a votar nele.

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